Impostora você?
- Willa Maya Canhas

- 10 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de set. de 2024

O caminho da mulher empreendedora, embora cheio de conquistas, ainda é marcado por preconceitos e desafios que muitos não enxergam. Desde questionamentos sobre sua capacidade até a descrença de investidores, as mulheres que decidem abrir seus próprios negócios enfrentam barreiras invisíveis, mas profundamente enraizadas na sociedade.
Um dos maiores obstáculos é o preconceito de que mulheres não são tão competentes ou ambiciosas quanto seus pares masculinos. Esse tipo de visão distorcida pode se manifestar em várias formas, como desconfiança sobre sua capacidade de liderança, julgamentos sobre sua aparência ou até mesmo a pressão social para equilibrar vida pessoal e profissional de maneira impecável. Muitas vezes, quando uma mulher mostra sucesso em seu negócio, a sociedade atribui seu êxito à sorte ou à ajuda de terceiros, diminuindo seu esforço e capacidade.
Esses preconceitos alimentam algo ainda mais sutil, porém devastador: a síndrome da impostora. Trata-se de uma sensação constante de inadequação, onde a mulher, mesmo tendo alcançado grandes feitos, sente que não é boa o suficiente ou que, a qualquer momento, será “descoberta” como uma fraude. Esse fenômeno é muito comum entre mulheres empreendedoras, que, além de enfrentarem as barreiras externas, precisam lidar com essa batalha interna.
A síndrome da impostora pode paralisar, dificultar a tomada de decisões e até mesmo impedir que mulheres busquem oportunidades de crescimento. A dúvida constante sobre seu próprio valor e mérito pode fazer com que evitem riscos ou deixem de se expor em ambientes onde poderiam brilhar. É uma autossabotagem silenciosa, alimentada por anos de condicionamento cultural que coloca a mulher em segundo plano.
Porém, é possível vencer essa síndrome. As redes de apoio, a construção de uma comunidade de mulheres empreendedoras e o acesso a mentoria têm sido fundamentais para quebrar esse ciclo. Quando mulheres compartilham suas histórias, trocam experiências e aprendem umas com as outras, a confiança cresce e a sensação de impostora começa a perder força.
Desconstruir esses preconceitos e combater a síndrome da impostora não é um processo fácil, mas é essencial para que mais mulheres assumam suas posições de liderança e conquistem seu espaço no mundo dos negócios, com a certeza de que elas pertencem ali. Afinal, ser uma mulher empreendedora é, em si, um ato de coragem e resistência.



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